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We are the USA

Neste mês, com o nobre objetivo de arrecadar doações para a reconstrução do Haiti, um grupo de artistas americanos regravou a música We are the world, criada inicialmente pelo Michael Jackson em 1985 para arrecadar doações para a África.

O projeto, chamado de We Are The World 25 for Haiti desta vez foi organizado pela então criada We Are The World Foundation. A iniciativa é maravilhosa, e é um exemplo brilhante da experiências de marcas em torno de uma causa social, como solução criativa para a arrecadação de fundos.

É praticamente impossível assistir o vídeo acima sem se comover e fazer algo para ajudar. E aí que vem a grande decepção desta experiência. O projeto oferece as seguintes formas de ajuda:

– Você pode comprar o vídeo no Itunes Store e a renda será revertida para o Haiti… mas só para os cidadãos norte-americanos.

– Você pode comprar a música no Itunes Store… apenas se você for norte-americano.

– Você pode doar dinheiro diretamente para a instituição, via internet (Google)… é claro, você tem que ser norte-americano para fazer isso.

– Você pode doar até por mensagem de texto!! De um celular norte-americano… claro.

E se você for brasileiro, ficar muito frustrado em não poder participar, e quiser entrar em contato com eles. Guess what? Não tem como. A iniciativa incentiva a disseminação pela rede, mas não disponibiliza uma forma de contato.

Por favor não me interpretem mal: a iniciativa é maravilhosa, extremamente válida e consistente, seja ela restrita ou não ao território norte-americano. Eu particularmente bato palmas para iniciativas como esta e soluções criativas para a arrecadação de recursos para causas sociais.

A questão do meu post é: do ponto de vista de comunicação e experiência aos usuário, há uma grande falha de comunicação.

O projeto mobiliza o mundo, e é inteiro desenvolvido com o conceito de que o mundo todo é um só, e que a união de todas as pessoas do mundo em prol do amor e da paz, podem fazer grandes diferenças. Porém, não oferece caminhos para a experiência deste conceito, e nos dá a sensação que We are the world deveria se chamar We are the USA.

Assista abaixo a versão original gravada em 1985:

Tatiana

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